sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Existencialismo é um Humanismo

E aí, queridos?
Segue um trecho do artigo "O Existencialismo é um Humanismo", originariamente uma conferência, cujo ano de publicação me fugiu no momento - não acho o livro...
Mais tarde retorno, ainda sobre Sartre.

A EXISTÊNCIA PRECEDE A ESSÊNCIA

"Quando concebemos um Deus criador, esse Deus identificamos quase sempre como um artífice superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, trate-se duma doutrina como a de Descartes ou a de Leibniz, admitimos sempre que a vontade segue mais ou menos a inteligência ou pelo menos a acompanha, e que Deus, quando cria, sabe perfeitamente o que cria.
Assim, o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exatamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina.
No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus, mas não a idéia de que a essência precede a existência. Tal idéia encontramo-la nós um pouco em todo o lado: encontramo-la em Diderot, em Voltaire e até mesmo num Kant. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal - o homem; para Kant resulta de universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim, pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. (...)
O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana.
Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber.
O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjetividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projetar no futuro. (...)
Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens."
Jean-Paul Sartre

Beijos,

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tudo começa em Pizza!

E aí?
Quanto tempo hein?
Olhem só, queridos... Não que não haja filósofos italianos para acompanhar o menu da pizza de quinta-feira, mas... Que se enquadre no que conversamos, talvez não muitos.
Então, vai ser Itália com França. Na verdade o filósofo com pizza é o Sartre; Jean Paul Sartre.
Façam uma "minibio" (frescura para mini biografia) e busquem as principais idéias do existencialismo sartreano para conversarmos na quinta.
Beijos e boa pesquisa!

sábado, 24 de outubro de 2009

E então, qual o gosto do teu filósofo?

E aí, meus queridos?
Que gosto teu filósofo tem?
Quinta-feira temos culinária com filosofia e o cardápio tem que ser bom!
Olha só. São muitas as possibilidades dentro do que conversamos em sala de aula, mas... Seguem algumas dicas para pesquisa.
Pense bem: os pensadores que eu estou listando abaixo não são obrigatórios. São apenas possibilidades...
Segunda-feira conversaremos e então decidiremos qual o cardápio do nosso "almoço com filosofia".

Vamos lá.
Heráclito;
Sócrates;
Platão;
Aristóteles;
Santo Agostinho;
Espinosa;
Kant;
Marx;
Nietzsche;
Hannah Arendt;
Sartre;
Camus;
Foucaut;
Borges (Jorge, Luis; escritor)
Cornelius Castoriadis.

Lembro que os nomes acima são apenas possibilidades. Cabe a cada um de vocês encontrar o filósofo que quiser, pesquisá-lo e, a partir daí, falar do seu paladar.

Ps: nosso "almoço" de quinta-feira agradece.
Beijos saborosos,



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tarefa de Filosofia para o recesso forçado

Nossas aulas no terceiro bimestre giraram fundamentalmente ao redor das concepções éticas, abordando as visões aristotélica, estóica, hedonista e medieval sobre o tema.
Peço para quarta-feira, 21 de outubro, que vocês elaborem uma pequena pesquisa sobre o filósofo Baruch Espinosa, anotando os principais dados em caderno.
De posse da pesquisa e das anotações, procurem refletir sobre a seguinte questão: Por que a filosofia de Espinosa é considerada uma filosofia "alegre", ou fundamentada em uma "ética da alegria"?
Beijos e quaisquer dúvidas, comentem.

Atividade de Sociologia

Dentro do espírito do post sobre o vídeo, peço para sexta-feira, 23 de outubro que cada um de vocês:
Levantem o material necessário para a realização do documentário e pensem no que já possuem dele. Anotem no caderno.
Tragam anotado em caderno possíveis locais e pessoas onde e com as quais podemos fazer entrevistas (alunos e escolas).
Não pensem exatamente em perguntas, mas sim em temas importantes relacionados ao assunto central do documentário. Anotem em caderno.
É só neste momento.
Beijos,

Projeto de Sociologia

Nossa principal atividade, urgente atividade, neste 4º bimestre será a realização do documentário discutindo as possíveis visões e ações discriminatórias envolvidas nas relações "público x privado"; mais especificamente, entre as redes pública e privada de ensino. Possíveis rivalidades, visões em conflito, bem como caminhos de aproximação devem ser buscados.
Proponho que o vídeo seja pensado como formulação de hipóteses, cujo centro seria a seguinte indagação: há ou não há visões preconceituosas envolvidas nessas relações?
O resultado estaria, por assim dizer, em aberto. Ao menos no momento inicial do projeto. Isso, porque não seria afirmar "há visões preconceituosas", mas sim, "inventariar" se elas existem de fato.
O que vocês acham?